É OU PARECE SER I
A vida e suas disputas. Hoje me vi cantando uma canção de Renato Russo que diz que tudo que é demais não é o bastante, que a primeira vez é sempre a última chance e ninguém vê onde chegamos. E lamento dizer que ele tem razão. Mas, o que eu queria retratar hoje é como as pessoas se vendem por presentes, lembrancinhas e regalos e, só se conseguem alguma valorização social pelo que se tem. As pessoas são capazes de lhe bajular se você for capaz de enchê-las de presentes, regalos e lembrancinhas. Mas, se olharem para você, trajando vestes surradas e gastas, não irão se indispor a se esforçar para lhe reconhecer algum valor. O valor do pobre é servir de escada para algum aproveitador se beneficiar com a construção da autoimagem de benfeitor bondoso, caridoso e pai dos pobres. Pouquíssimos são os que agem com a mão direita ocultando-a da mão esquerda. Ando simples e não procuro fazer sacrifícios a me aparentar ser de uma classe social abastada. E, sei que pelas vestes que uso par...
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