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Mostrando postagens de julho, 2025

Certa Manhã Para Sempre

Certa manhã, você se foi. Desapareceu num instante, sumiu de mim. Uma tempestade de vento forte e uivante, uma crise nostálgica, um aperto no peito — tudo isso me consumia. Senti-me tomado pelo desespero e chorei por dias ininterruptos. Sinto sua falta! Não a esquecerei. Guardo sua imagem, uma fotografia mental de sua beleza. Sua vida permanece em mim. Talvez eu nem queira dizer adeus. Digo apenas "até mais", pois sua vida está em mim, com as recordações dos momentos que passamos juntos. Certa noite, voltei a vê-la. Você apareceu em meu sonho como uma luz em densas trevas. Sua lembrança iluminou meu lar, afastando a escuridão. Um consolo: você retornou dentro de mim como um refrigério para a minha dor. As recordações de nossas vidas permanecem vivas em minha memória. Uma parte minha se foi com você, e uma sua, permaneceu comigo."

Chico e Maria

Chico e Maria, homens e mulheres oriundos do campo. Aprenderam a sobreviver com o labor da roça. Debaixo do sol, a se desgastar, a pele a queimar em troca de pão. Com suor, ganham a vida; destino hostil, apesar de portarem em seus próprios peitos a compaixão. Chico e Maria, homens e mulheres migrantes. Chegaram às metrópoles portando bagagens parcas de recursos e repletas de esperança. Desembarcaram em novas terras, ocuparam as periferias. E se deixaram impulsionar pela fé a cuidar de suas crianças. Chico e Maria, sobreviventes dessas terras. Não se tornaram fenômenos das redes sociais. Passaram anônimos suas existências. Após anos de trabalho e dedicação, encerraram essa corrida. Agraciados podem se tornar se essa trajetória, pelos seus, for reconhecida. Chico e Maria, somos nós. Ou nossos pais e mães. Eles foram gente, seres humanos como muitos que não devem ser esquecidos. Eles também, gente como qualquer outro. De seu legado, sejam para sempre reconhecidos.

Eterno Ser Não Sendo

Consoladora e amarga fé que, desde me livrar da escravidão, prende-me em trevas espessas, privando-me de enxergar a plena verdade. Exatamente você, a quem chamam de Deus. Meu coração, há tempo, o desejou. Hoje, ele anseia escapar de você, Eterno Desconhecido. Acreditei que a ressurreição poderia me garantir uma bela visão, uma paisagem iluminada. Que engano! Ilusão. Nesta fé, não há primavera. Ela privou a razão de luz. Como a salvação é inexistente, compreendi que por tempo andei numa direção que foi a causa de minha angústia e estranhamento de mim mesmo. Não me reconheço. O futuro é deveras um nevoeiro. Há quem faça dele leituras e previsões do que será. Muitas delas sem razão, falando de coisas que nem sequer têm existência. Andei por tempo a fazer perguntas sem razão, tentando entendê-lo, Deus. Ora afirmei sua existência, como também a neguei. Entretanto, jamais escapei de você, Eterno Desconhecido. Talvez você seja mesmo o Verdadeiro Ser ou projeção de minha cabeça. Seja mes...