Chico e Maria

Chico e Maria, homens e mulheres oriundos do campo. Aprenderam a sobreviver com o labor da roça. Debaixo do sol, a se desgastar, a pele a queimar em troca de pão. Com suor, ganham a vida; destino hostil, apesar de portarem em seus próprios peitos a compaixão.

Chico e Maria, homens e mulheres migrantes. Chegaram às metrópoles portando bagagens parcas de recursos e repletas de esperança. Desembarcaram em novas terras, ocuparam as periferias. E se deixaram impulsionar pela fé a cuidar de suas crianças.

Chico e Maria, sobreviventes dessas terras. Não se tornaram fenômenos das redes sociais. Passaram anônimos suas existências. Após anos de trabalho e dedicação, encerraram essa corrida. Agraciados podem se tornar se essa trajetória, pelos seus, for reconhecida.

Chico e Maria, somos nós. Ou nossos pais e mães. Eles foram gente, seres humanos como muitos que não devem ser esquecidos. Eles também, gente como qualquer outro. De seu legado, sejam para sempre reconhecidos.



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